Passivofobia - A depreciação do homem passivo

Numa sociedade machista e patriarcal em que vivemos desde que os tempos são tempos não é de se admirar que exista coisas como a passivofobia, uma sociedade onde cada indivíduo considera que tem que ser superior e depreciar o outro surge mais uma fobia depreciativa para tentar diminuir o gay enquanto passivo. É certo que em vários momentos entre amigos ou não alguém dizendo el-A é passiv-A, e sempre com um riso de deboche, outros temos como viad-A, bich-A, e mesmo em momento de intimidade o ativo da relação dizendo que quer que seu parceiro seja bem put-A como se ao achar que o gay enquanto gay é feminino vai diminuir uma suposta culpa de ter uma relação sexual com um homem, cujo a sociedade trata apenas como um objeto sexual da mulher e por vezes como reprodutor.
Porém é controverso ver que o homem enquanto gay ativo acha que ele tratando o passivo como um "ser inferior" vai fazer dele mais homem, assim como numa relação hétero onde as mulheres vem cada vez mais reclamando de que os homens vem as tratando de forma humilhante durante o ato sexual, porém o problema aqui vai bem além de simplesmente chamar outro homem no gênero feminino so porque sexualmente gosta de ser penetrado, vem surgindo com essa fobia chamada passivofobia os crimes.
Falamos com o Dr Jorge alves Alvarenga doutor em sexualidade e pesquisador da Universidade São Paulo sobre a passivofobia, veja oque ele nos respondeu!

- Dr Jorge - a passivofobia é um movimento preocupante no brasil?
R = Olha, o brasil vive uma crise de caráter, cultura e valores, a vinte anos atrás nós viamos silenciosamente um movimento dentro das igrejas que já se falava em agredir e até matar um indivíduo gay, sob o pretexto de que ser gay é uma aberração, posteriormente veio a mídia pondo na cabeça das pessoas que elas tem que falar sobre aquilo que as incomoda, então as pessoas foram ficando cada vez mais agressivas e dão a desculpa de que estão apenas dando a própria opinião, enquanto que não verdade estão insentivando o ódio contra algo que nem sabem explicar.

- Dr Jorge - porque até o próprio gay gosta de chamar seus semelhantes de passiv-A, amig-A, bich-A, qual é essa necessidade afinal?
R= Veja bem, voltando a sociedade antiga, la antes de Cristo, induziram as pessoas de que ser gay não é coisa de Deus, como se Deus fosse perfeito em tudo oque fez porém incompetente ao criar o gay, tanto que vemos tradicionalmente na própria biblia que quando alguém não sabe ou não quer explicar algo poe a culpa no Satanas, palavra essa que não tem nada a ver com Lucifer, quer dizer apenas adversário, e com isso a sociedade veio convicta desde tempos passados que, ser gay é algo feio, nojento, errado, recebo no meu consultório pessoas que acham que são monstros, pouco tempo uma mãe chegou com seu filho de 16 anos e disse que eu fizesse uma tumografia na cabeça do filho dela pra ver oque estava errado, simplesmente porque ela pegou o filho transando com o filho da visinha, então diante de toda essa constatação as pessoas tem que diminuir e depreciar o outro fazendo dele semelhante a aquilo que elas tem na cabeça como ruim, que no caso é a figura feminina, vou te dar um exemplo, quando a esposa descobre que o marido tem uma amante, ela chama a amante de vagabunda, piranha, destruidora de lares, vaca e vários outros termos depreciativos, e faz de tudo pra agredir fisicamente a amante, em nenhum momento o homem enquanto figura masculina, provedor do lar, provedor do prazer, e reprodutor é acusado de nada, a sociedade tem na cabeça que o homem trai porque uma "vagabund-A" seduz, o homem macho nunca está errado, e com isso dizer que um homem gay é passiv-A ao invés de passiv-O é engraçado, humilhante, sabe aquela piada de "dá ré no quibe, queima rosca...".

Dr Jorge - como o gay passiv-O tem que agir então?
R= Veja bem, observe na sociedade que 95% dos gays que não aceitam o seu semelhante e que precisa depreciar o outro, seja pelos trejeitos mais efeminados, ou por sexualmente gostar de ser penetrado estão solteiros, são gay que enquanto pessoas são egoistas, são fofoqueiros e praticamente todos traem seus parceiros e também colocam a culpa nos parceiros, nunca estão satisfeitos com nada, nunca olham pra si e vê a possibilidade de ser parte na relação, são igual a maioria dos héteros, são irresponsáveis no relacionamento e quando perdem suas parceiras sempre arranjam uma desculpa que julgam ser o motivo que fez a relação terminar, nunca assumem os próprios erros e limitações.

Dr Jorge - e qual é o reflexo da passivofobia na sociedade?
R= Hoje vemos um monte de homens gays que são expulsos de casa, ou que vê a não aceitação da família e saem de casa,  eu já tratei de pessoas que se demitiram de seus trabalhos por ter alguém que é gay na equipe, e a sociedade está cada vez mais agressiva, querem bater, agredir psicologicamente, e até matar, São Paulo tem esses grupos que matam gays simplesmente por achar que estão limpando a sociedade, enquanto que na verdade estão cometendo crimes, cada um tem que viver a diversidade que existe, condição sexual não é escolha, e nem é algo que ninguém tenha que se meter.

Dr Jorge - é possível dizer que o gay que temos hoje vai deixar de existir daqui cinquenta anos?
R = Você está sendo bonzinho Antônio, nos anos 2000 aconteceu aquele movimento do "sai do armário" onde algumas celebridades começaram a assumir suas condições sexuais, e vimos também o surgimento de muitos gays anonimos que se assumiram, dez anos antes era raro você ver um travesti, ou um gay mais pintoso, mas dez anos depois, nos anos 2000 o homem gay já começava a deixar de usar roupas tão "machinho" pra usar roupas mais seu número, a fazer a sobrancelha, e a assumir relacionamentos, agora por volta de 2010 vimos grandes movimentos no meio da rua, aqui em São Paulo mesmo é possível ver homens beijar na boca em parques e boates e até mesmo nas rua, porém aquele gay que começou a ser mais efeminado está deixando de existir para os "new gays" que so limpam a sobrancelham ao invez de cavalas como sobrancelhas de mulher, usam roupas mais discretas e que frequentam academia, para cada vez mais se parecer visualmente com os héteros, isso até mesmo pode serconsiderado como evolução ou adaptação de sobrevivência, então eu diria que daqui dez anos a sociedade vai está bem diferente, o gay tende a retrair e viver como o homem que é visualmente, afinal o homem não precisa colocar calcinha para que seu parceiro ativo sinta tesão nele, quem pensa assim tem disturbios que precisam ser tratados, a passivofobia na verdade é o equivoco de achar que o homem que transa com outro homem deixa de ser homem e que por isso precisa der humilhado, depreciado ou mesmo agredido ou assassinado, a maior mudança inclusive é o gay se descubrindo versatil.

Dr Jorge - qual teu conselho para essa moçada que está se descubrindo?
R = Antônio, a primeira coisa é jamais deixar as pessoas o diminuir, o homem gay é homem penetrando uma buceta ou um cu, podre é quem é burro e pensa ao contrário, e jamais o homem gay deve sentir culpa da própria condição sexual, eu pessoalmente vo te confessar que a parte do meu corpo que mais gosto é da minha boca, pois quando eu abro a boca eu corrijo várias injustiças e coloco muita gente sem cultura e moral em seus devidos lugares, porque que eu devo ser rebaixado para que uma pessoas preconceituosa e homofobica se divirta, quer dar risada vai para o circo, la sim é lugar de palhaço!
Fonte das fotos: Web
Artigo: Antônio S.


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