O demônio que existe em mim...

"Era 12 de setembro de 1999, eu estava em casa fazendo um trabalho de matemática, estava meu amigo Anderson e eu, eu sempre fui apaixonado por ele, na verdade era meu primeiro amor, eu tinha apenas 14 anos, já sabia muito sobre sexo e amor, e já sabia inclusive que minha condição sexual era homo afetiva, mas isso não me impedia de ser um homem normal, ninguém nunca desconfiou, se é que tinha algo para se desconfiar.
Na verdade eu percebi no final de uma aula de educação física que o Anderson também me curtia, fomos os últimos a tomar banho, e quando fomos nos enxugar ele enxugou meu rosto, e disse "agora ta gato novamente, do jeito que eu amo" e sorriu, ele nunca falou nada além disso, nunca tentou nada, mas meu coração sabia que ele também me amava.
Naquele dia, por volta das 16 horas o meu vizinho que tinha a mania de pular o muro pra dentro da minha casa apareceu na minha janela, e viu o Anderson e eu nos beijando, foi um momento maravilhoso, ele me abraçou e simplesmente me beijou, sem malicia, sem mão boba, apenas um beijo apaixonado, e inocente...

-Que diabos é isso, vocês são boiola é isso?
-Claúdio, pelo amor de Deus, não conta nada pra ninguém...
-E olha la, os viadinhos estavam namorando, quem ia queimar a rosca de quem, fala suas bichinhas nojentas, bem que meus pais fala que essa rua ta contaminada, só tem filho do demônio..
-Por favor Claúdio, não conta nada pra ninguém, eu te imploro.
O Anderson também tinha 14 anos e saiu assustado e me deixou ali com meu vizinho Claúdio, eu tentava de toda forma convencer a não contar nada pra ninguém, os momentos seguintes foram de humilhação, fui xingado, ele até cuspiu na minha cara, e eu ali quase louco implorando pra ele não falar nada, Claúdio já era homem feito, tinha 21 anos, e depois de quase uma hora pedindo ele virou as costas, pulou o muro e voltou pra casa dele.


Aquela semana foi um misto de medo e alegria, pois o Anderson se declarou pra mim e começamos a namorar, mas o silêncio do meu vizinho estava me incomodando, toda vez que eu saia para a aula cedo ele estava no portão e ficava me olhando, não dizia uma palavra, não mostrava nenhuma reação facial, mas eu estava calado, deixei o tempo passar, imaginei que ele não iria dizer nada, afinal nossas famílias se davam muito bem.
Na noite do dia 22 de outubro as 20:15 escutei um leve batido na janela do meu quarto, meus pais estavam na sala com uma visita, fui até a porta e tranquei e fui com o coração disparado abrir a janela, estava muito feliz com o fato do Anderson bater na minha janela, pelo horário imaginei que ele estava com saudades e que queria namorar um pouco, levei menos de 30 segundo até a janela, passou todo um filme na minha cabeça, quando abri a janela era o Claúdio meu vizinho, me puxou pelo braço e tampou minha boca, com um canivete em uma das mãos me disse que se eu tentasse gritar que ele cortaria minha garganta e que eu morreria ali mesmo, naquele momento eu não sabia oque ele queria, pensei que ele iria apenas me humilhar mais um pouco, mais me disse que não parava de pensar que eu era um lixo, a escoria da sociedade, e que se eu era a putinha do setor, e que ele também queria gozar no meu cuzão fedido e demoníaco, como ele dizia a todo momento.

Eu fiquei apavorado, eu estava só de short, ele tirou e a todo tempo com o canivete no meu pescoço, me ameaçava mais e mais, ele ligou o som num volume normal que meus pais não se importaria, me colocou de bruços na cama, abaixou o calção e veio pra cima de mim, acho que ele tinha uns 20 a 22cm, bem grosso, ele cuspiu ma minha bunda, deitou por cima de mim, tampou minha boca com a mão e me estuprou, nossa como doeu, ele a todo tempo com o canivete na minha garganta e com a outra mão tampava minha boca e falava todo tempo no meu ouvido pra eu ficar calado.
-Isso, que cuzão apertadinho, achei que os caras da rua já tinha te arrombado seu viadinho asqueroso, você é um lixo seu vagabundo, você so serve pra isso, vo detonar esse cuzão podre seu, quem sabe tu vira homem, bom mesmo é uma bucetona...

Doía tanto que parecia que alguém estava passando um pedaço de vidro no meu cu, ele acabou comigo, quando ele gozou eu já não tentava mais reagir, a minha alma estava sangrando, eu estava acabando de morrer, quando ele saiu de cima de mim e viu o sangue no lençol pegou minha mão e cortou meu dedo, e com o canivete no meu pescoço me disse que se eu contasse alguma coisa ele iria me matar, vestiu o calção pulou a janela e foi embora, fiquei uns 10 minutos ali sem saber oque fazer, não podia contar para meus pais, eu estava apavorado, não sei quem era maior, se meu medo ou a dor que eu estava sentindo.

Aproveitei que o banheiro era no final do corredor e que a visita ainda estava em casa, passei sem fazer barulho e tomei um banho, fiquei uma meia hora debaixo do chuveiro até parar de sair sangue na minha bunda, quando eu estava quase saindo minha mãe bateu na porta desesperada, queria saber que sangue era aquele no meu lençol, eu sai e mostrei o dedo cortado, ela estava assustada e nem ligou o tamanho do corte com a quantidade de sangue no lençol, só fez um curativo no meu dedo e trocou o lençol e fomos dormir.
No outro dia Claúdio estava no portão, quando sai ele olhou pra mim e levantou a camisa, tinha uma arma, abaixei a cabeça e fui embora, ele me seguiu de longe uns dois quarteirões, eu estava em pânico, não sabia mais oque fazer.

Uma semana depois eu estava em casa sozinho, escutei quando ele pulou pra dentro do quintal, mas como eu já ficava com janelas e portas trancadas fiquei em silêncio e depois de uns minutos ele foi embora, me arrumei e peguei algumas roupas pra fugir, quando eu estava quase saindo uma amiga da minha bateu no portão, fui em silêncio, olhei pela fresta e ela já estava indo embora, eu sabia que tinha apenas alguns segundos para voltar la dentro e pegar minha mochila e fugir, quando me virei Claúdio estava atrás de mim com um revolver apontado pra mim, me ajoelhei e pedi pelo amor de Deus que ele não me matasse, e nem fizesse aquilo de novo, eu disse que iria embora e que ninguém nunca mais iria me ver, ele concordou mas disse que queria me mostrar algo, saímos dali e entrei no carro dele, fomos até uma chácara no fim do setor, chegando la ele disse que a tal coisa que ele queria me mostrar estava na beira de um córrego, no fundo da chácara, chegando la tinha 7 amigos dele, alguns sentados, e outros de pé...

- Essa que é a nossa putinha Claúdio, nossa deve ter o cuzinho apertadinho, quero socar até os ovos...
Naquele minuto eu sabia que algo terrível iria acontecer, veio dois cara e me segurou, amarrou minhas mão pra trás e com uma faca rasgou toda minha roupa, me amarraram numa árvore e um após o outros me estuprou, enquanto eu chorava e implorava para que não fizessem aquilo comigo eles apenas faziam mais e mais, quando ultimo me comeu eu já não sentia minhas pernas, já estava caído de joelhos, minhas pernas estava todos ensanguentadas, foi então que Claúdio pegou um pedaço de pau e enfiou no meu cu, senti algo rasgar dentro da minha barriga, ouvi um deles mandar ele parar, pois estava saindo muito sangue, ele ainda com aquele pau não mãos disse " nada ele ta adorando, ele adora sentir um pau no cu, esse cara é um filho do diabo, na igreja da minha mãe eles ensinam que boiola não é filho de Deus, e eu vo matar ele" e bateu com aquele pau na minha cabeça...

Aproximadamente 6 meses depois senti uma mão que acariciava meu rosto, quando abri os olhos era minha mãe, eu estava internado num hospital, minha mãe acariciava meu rosto com uma mão e com a outra segurava uma bíblia e em prantos clamava a Deus que me tirasse daquela situação, dali umas semanas eu já estava fazendo fisioterapia, pois precisava aprender a andar, eu estava vivo, tinha perdido 40% do meu intestino mas estava vivo, perguntei minha mãe oque tinha acontecido comigo e ela disse que o Claúdio tinha visto alguém entrar na nossa casa e que essa pessoa me levou pra algum lugar, e que a noite a policia recebeu uma denúncia anonima e me encontrou entre a vida e a morte na beira de um córrego.

As margens do córrego que eles me estupraram, eu não falava nada, apenas fingia que não me lembrava de nada, até mesmo quando o Claúdio e a mãe dele me visitou eu fingi não me lembrar de nada.

No ano de 2001 quase 2 anos após o acontecido ninguém mais falava nisso, a policia já tinha arquivado o caso, o Claúdio sempre falava comigo, ele sempre estava no portão, sempre me questionava se eu não e eu dizia que não.
Em 12 de maio de 2001 eu estava em casa, e alguém bateu no portão, era o Claúdio que agora não pulava mais o muro, acho que ele tinha medo desse detalhe me fazer lembrar de alga coisa, ele estava com 4 pães, presunto, mussarela e um refrigerante, disse que tinha ido passar a tarde comigo, que desde que ele me viu no hospital todo entubado ele se sentia culpado por não ter ido atrás do cara que invadiu minha casa e me defendido, eu agia como se nada soubesse, e dizia apenas que não se preocupasse, Deus sabe de todas as coisas.
Cortei o pão e coloquei a mussarela e o presunto e fui preparar o meu, ele me perguntou se meu amigo Anderson não frequentava mais minha casa, eu disse que não, que depois que todos souberam oque aconteceu todos se afastaram, nesse instante eu escutei o barulho do cão do revolver se armar, eu estava de costas pra ele cortando o pão, ele encostou o cano do revolver na minha cabeça e me perguntou até onde eu iria chegar, que ele já tinha me sacado, que eu sabia de tudo, eu perguntei tudo oque, e ele disse pra eu rezar pois eu iria morrer.


Numa fração de segundos sem ao menos pensar eu me virei e enfiei a faca serrilhada de cortar pão da minha mãe toda na barriga dele, ele passou a mão na barriga e nesse momento eu peguei a sanduicheira na bancada e bati na cabeça dele, ele caiu no chão apontou a arma e atirou, mas o tiro não pegou, eu corri por trás da mesa e aproveitei que ele estava tonto e pisei no braço dele, ele disparou a arma novamente, o tiro pegou na parede, mas eu consegui tomar a arma dele, ele estava ali caído com uma faca de 30cm enterrada na barriga, ele tentava de todas as formas se equilibrar e se levantar, dei a volta na mesa, e pisei no cabo da faca, Claúdio gritava muito, eu sabia que tinha que ser rápido, a casa estava toda fechada, tinha laje, mas ainda sim tinha o risco de alguém ouvir alguma coisa.
Claúdio olhou pra mim e começou a me xingar, dizer que devia ter me matado afinal eu era uma aberração da natureza, que se tivesse me matado aquela hora eu já estaria nos braços do capeta...





-Você gostou ne seu viadinho, se quiser eu venho todo dia comer esse cuzão podre seu, seu lixo, vo te transformar na minha putinha seu filho do capeta, vem me ajuda ajuda aqui, prometo que minha rola de hoje em diante é toda sua...
Até aquele momento eu estava ali de pé vendo Claúdio no chão agonizando com aquela faca na barriga, me abaixei peguei no cabo da faca e puxei, ele gritava desesperadamente, tentou segurar meu braço, eu enfiei a faca próximo ao sovaco dele e quase decepei o braço dele, pisei na barriga dele, e tirei o calção dele, ele tentava me empurrar a todo custo com os pés, foi então que dei mais duas  facadas na barriga dele, eu sabia que tinha que executar logo minha vingança, segurei nos testículos dele e cortei, Claúdio jorrava sangue para todo lado, peguei os testículos dele e enfiei na boca dele, em seguida fatiei o pênis dele, ele gritava como uma louco, alguém já tinha percebido que algo estava acontecendo pois estavam batendo no portão, o desgraçado tinha planejado alguma coisa, fui no portão e olhei pela fresta e 4 dos amigos dele que tinha me estuprado estava no portão batendo, ele gritava la de dentro que ele entrassem, pedia socorro desesperadamente, voltei pra dentro ao ouvir um deles dizer que ia pular o muro, quando entrei o Claúdio tinha se arrastado até quase na sala, nesse momento eu dei um chute na cabeça dele, ele estava tentando ficar de pé, acho que eu não tinha atingido nenhum órgão vital dele, quando ele caiu no chão eu segurei ele pelo cabelo e cortei o pescoço dele, e ele caiu no chão, acho que morreu sei la, corri até a cozinha peguei o revolver dele que eu tinha escondido atrás do filtro de barro da mamãe, eu sabia que naquele momento era matar ou morrer, quanto cheguei no corredor quase na sala, dois dos amigos dele estavam vindo para a cozinha, eu parei e sem pensar atirei, uma bala para cada um, ainda estava bom de mira, as aulas que vovô me deu foram ótimas, apesar da mão tremula eu estava bom de pontaria ainda, quando cheguei na sala os outros dois tentaram correr, mas se atrapalharam, acertei um na nuca e o outro no alto da cabeça, me restava 2 balas, decidi sair e ir atrás dos outros dois, já que o sétimo tinha morrido num assalto.

Fui no meu quarto troquei a camiseta, passei no banheiro e lavei meu rosto, não seria difícil, os outros dois homens de bem que tinha me estuprado morava 4 casas abaixo da minha, seria fácil, eram irmãos, quando cheguei um estava na varanda sentado numa cadeira de fio de cor verde, só levantei o braço e atirei, não deu tempo se quer dele levantar do lugar, com o barulho o irmão veio ver oque era e acertei ele na porta, ele tentou correr e dei um tiro na nuca dele, ele caiu morto ali mesmo.

Afinal acho que o demônio que estava dentro de mim que eles fizeram tanta questão de dizer tinha se manifestado, sai, fui para minha casa, estava cheio de gente na frente da minha casa, se afastaram porque eu estava com a arma na mão, não tinha mais munições intactas, todas estavam deflagradas, mas todos estavam assustados, me sentei ali no meio fio, escutei a mãe do Claúdio chorando ao fundo, e me xingando, dizendo que o filho dela era um anjo, que ele só fazia o bem, que eu estava possuído pelo demônio, ela dizia que o filho dela só tinha ido la para me levar um lanche, que ele orava todos os dias pra mim para que Deus mostrasse para a policia quem tinha me estuprado, minutos depois o êxtase foi tanto que eu já não ouvia mais nada, eu não estava com medo, sinceramente eu não sentia nada, apenas sabia que toda a dor que eu senti quando fui estuprado eles estavam sentindo.

Será que dona Maria, mãe do Claúdio, o anjo conseguiria saber como minha mãe estaria se sentindo naquele momento se quem estivesse morto fosse eu?
Em seguida chegaram 10 carros de polícia, saltaram do carro e me bateram muito, quebraram 4 costelas, o osso do rosto do lado esquerdo, e só não me mataram porque seu João um senhor de 75 anos que morava do lado da minha casa gritou que eu era menor de idade, já que fisicamente eu não aparentava.

Me levaram dali, e na mesma semana recebi minha sentença, eu ficaria até os 21 internado, já que naquela época menor infrator ficava preso até os 21.




No dia da audiência, que decidiu pela minha condenação a família toda do Claúdio apareceu la para dar testemunho, dizer que ele era como um irmão pra mim, que eu provavelmente tinha inveja dele por ele ter tudo e minha família ser mais simples, falaram um monte de besteira, a moral da história é que minha sentença foi ficar até os 21 no centro de recuperação para menores infratores, foram longos anos, na cela que fiquei tinha mais dois garotos, estupradores para variar, que para variar me estupraram também até ontem a noite, semana passada eu passei mal e dentre vários exames foi feito o DST - AIDS e eu sou soro positivo, não sei se foi o Claúdio e os amigos dele ou esses dois anjos aqui, amanhã completo 21 anos, estou doente, muito doente,  a vida decidiu minha vida, e ontem decidi a vida desses dois caras que estão internados aqui no centro de recuperação para menores infratores comigo, eu tinha apenas 14 anos quando me estupraram, depois estupraram novamente, e em seguida tentaram me matar, e ainda hoje todos dizem que o demônio vive dentro de mim, que ele ainda está dentro de mim, e hoje decidi liberta-lo, estou aqui a 4 anos e 9 meses, nunca ninguém da minha família veio aqui me ver, eu soube que eles venderam tudo e se mudaram e ninguém sabe pra onde, ou seja, o demônio dentro de mim me separou do mundo, mas hoje eu estou libertando ele para que eu possa viver eternamente livre, o dia que você ler essa carta meu amor saiba que eu te amo, amo eternamente, quem sabe se existir outras vidas possamos viver nosso amor, me perdoe pelo ato, mas agora já não tem volta, ontem matei esses dois caras que me estupravam toda noite, os corpos estão ali no canto da cela, eu já sou maior de idade, e se eu não fizer isso serei condenado a vários anos mais de prisão, até um dia quem sabe.


Ps: André Luís 
Para Anderson Silva

Te amo"

Fonte das fotos: Web
Autor: Antônio S.
Fatos: Essa é uma peça fictícia que se baseia em fatos reais.


Obs: Fica permanentemente proibido a reprodução parcial oi total desse artigo, para tal fica necessário autorização do autor em cartório.

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3 comentários

comentários
Anônimo
26 de janeiro de 2017 12:26 delete

Poh cara, tu escreve muito bem, não sei em quais fatos tu se baseou, mas se fosse comigo eu teria feito pior, ta de parabéns.

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Anônimo
26 de janeiro de 2017 12:27 delete

Fizeram isso aqui na rua de casa, só que foi uma menina, a policia prendeu os cara e na cadeia eles foram executados...Impressionante seu texto, gostei...

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Anônimo
26 de janeiro de 2017 12:28 delete

Porrrrrraaa, que textão, não gosto de ler, mais me impressionei com a história, nos leva a refletir

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